Comunidade festeja o Magusto

Se vos disser que no dia 11 de Novembro se fez um magusto no Colégio Português, com certeza, pensarão: mas quem a que teve essa ideia fantástica ?  Ou, se calhar não...

É  bom estarmos imersos na história dos homens e na sua cultura. É bom não sermos sempre nós  a ditar a agenda mas a vivermos um ritmo comunitário, dos tempos, das árvores, dos frutos. Por isso, também nós repetimos esse gesto de partilhar as castanhas no outono. Fazendo-o neste dia associamo-lo  ao nosso bondoso São Martinho tão venerado pela Europa. 

Tudo isto depois de um bom almoço ao ar livre onde a alegria foi uma boa companhia.

Porque não lançar mão das palavras do poeta, Daniel Faria, para o dizer melhor?

“ Depois das queimadas as chuvas/Fazem as plantas vir à tona/ Labaredas vegetais e vulcânicas/ Verdes como o fogo/Rapidamente descem em crateras concisas/ E seiva/E derramam o perfume como lava// E se quiséssemos queimar animais de grande porte/ Eles não regressariam. Mas a morte/ Das plantas é a sua infância/ Nova. Os caules levantam-se/ Cheios de crias recentes// Também os corações dos homens ardem/ Bebem vinho, leite e água e não apagam/ O amor”.

 

Pe Ricardo Aguiar