Iº Centenário do falecimento da “Boa Mãe”

A religiosa Mary Jane Wilson, filha de pais ingleses, nasceu na Índia, a 3 de Outubro de 1840 e após um percurso de vida que a fez converter-se do anglicanismo ao catolicismo, assumiu o nome de irmã Maria de São Francisco. Recebeu o baptismo em França, em 1874, e chegou à Madeira em Maio de 1881, como enfermeira de uma doente inglesa.

A “Boa Mãe” como ficou conhecida chegou ao Funchal aos 40 anos de idade e faleceu com 76 anos no convento de São Bernardino, em Câmara de Lobos, no dia 18 de Outubro de 1916, onde estava com o propósito de criar uma escola de formação e orientação vocacional para rapazes, em ordem à sua eventual entrada no seminário diocesano.

A sua vida foi de dedicação aos outros, principalmente aos mais pobres. A forma como cuidou dos doentes nas epidemias da varíola e da pneumónica, colocando em perigo a própria vida, a grande capacidade de criar e gerir obras de solidariedade, para acolher e educar crianças, o cuidado com os enfermos e os idosos, levaram a que lhe fosse atribuída a condecoração “Torre e Espada” pelo rei D. Carlos. Mas o maior reconhecimento a Mary Jane Wilson veio do coração de todos os que a conheceram que por fim a chamavam “a Boa Mãe”.

A Venerável Irmã Mary Jane Wilson fundou a Congregação das Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora das Vitórias que hoje está em 11 países de quatro continentes que, 100 anos após a morte da fundadora, continuam como “prolongamento do seu carisma evangelizador”. No nosso Colégio de Roma sente-se diariamente este perfume de santidade, através das filhas – as Irmãs Vitorianas.

A Igreja Católica reconheceu as virtudes heróicas da irmã Mary Jane Wilson em 2013 ao declará-la como Venerável.